Os britânicos, que acabaram de lançar o 12º de estúdio da carreira, são considerados os pioneiros da mistura de rock com toques eletrônicos e sintetizadores. "Sounds of the Universe", novo disco do grupo, chegou às prateleiras dos Estados Unidos e Reino Unido na semana passada. Em entrevista coletiva realizada em Nova York, em fevereiro desse ano, a banda afirmou que prepara uma turnê mundial e que deverá passar pelo Brasil em outubro. Mas até o momento não há nenhuma confirmação oficial.
De acordo com o site Pitchfork, o documentário fará um apanhado da carreira da banda, incluindo entrevistas com todos os integrantes, além de produtores como Thomas Dolby e Gary Numan. “The Dark Progression” trará ainda material de arquivo e performances ao vivo da banda.
Atualmente, o Depeche Mode conta com Dave Gahan (vocal), Martin Gore (guitarra) e Andy Fletcher (teclado).
Essa não é a primeira e, tudo indica, não será a última vez que Sacha Baron Cohen se envolve numa polêmica. Aliás, parece que o seu negócio é exatamente esse. O cinema vem em segundo plano. Exageros a parte, o dublê de humorista e ator, mais a NBC, viraram alvo de uma ação judicial movida por uma organizadora de bingo beneficente que alega ter sido agredida física e moralmente por ele e sua equipe.
Segundo a vítima, Richelle Olson, além da humilhação de ter sido agredida na frente das câmeras, ela sofreu ainda um pancada na cabeça nos bastidores. O incidente ocorreu durante as filmagens de Bruno, próximo lançamento de Cohen. Vale lembrar que na realização de Borat também surgiram processos e o filme faturou, somente nos Estados Unidos, cerca de US$ 125 milhões.
O advogado de Olson pede uma indenização de US$ 25 mil e acusa Cohen de possuir cerca de 30 empresas "de fachada" para enganá-la e gerar o convite para que ele participasse do torneio de bingo "Desert Valley Charities", local do episódio, em 2007. Ainda não está certo se as imagens aparecerão em Bruno, que tem estreia provável para julho deste ano.
Universal decide empurrar estréia para férias de Julho
por Roberto Cunha
A Universal resolveu empurrar a estréia de "Bruno", novo filme do ator Sacha Baro Cohen (Sweeney Todd - O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet), que ganhou o mundo na pele do personagem Borat em Borat - O Segundo Melhor Repórter do Glorioso País Cazaquistão Viaja à América.
"Bruno", escrito e produzido por Cohen, iria estrear em 15 de Maio, mas em função do adiamento da estréia de 2012, novo filme de Roland Emmerich (O Dia Depois de Amanhã), para 13 de novembro, abriu-se uma janela em Julho e o estúdio achou melhor fazer esta operação. A diferença agora é que "Bruno" vai enfrentar a comédia da 20th Century Fox "I Love You, Beth Cooper", dirigida por Chris Columbus (Harry Potter e a Câmara Secreta).
Anticristo, novo filme de Lars Von Trier, deve estrear em agosto; vencedor A Fita Branca está sem data
Diversos filmes que participaram do Festival de Cannes já têm exibição garantida no Brasil, a começar pelo vencedor da Palma de Ouro: A Fita Branca, do austríaco Michael Haneke, e será distribuído pela Imovision, que ainda não definiu a data de estreia.
Rodado em preto e branco, o longa se passa em um vilarejo na Alemanha antes da 1ª Guerra Mundial e, a partir de acontecimentos estranhos que se passam na comunidade local, revela as raízes dos totalitarismos. A Fita Branca também levou o prêmio Fipresci nesta edição do festival.
Já os direitos do polêmico Anticristo, novo filme de Lars Von Trier, foram adquiridos pela Califórnia Filmes, que anuncia sua estreia para agosto. E, boa notícia, será a versão original do diretor dinamarquês.
Anticristo conta a história de um casal devastado pela morte de seu filho, que viaja para a floresta de Éden onde coisas estranhas começam a acontecer. O filme choca por suas cenas de violência e sexo explícito, mas foi vaiado na sessão de críticos. Mesmo assim, ganhou o prêmio de melhor interpretação feminina em Cannes para Charlotte Gainsbourg.
A Califórnia garantiu também os direitos de À Procura de Eric, de Ken Loach (previsto para dezembro). Já a Imovision exibirá Politist, Adjectiv, de Corneliu Porumboiu; Les Herbes Folles, de Alain Resnais; Coco Chanel & Igor Stravinski, de Jan Kounen; Visage, de Tsai Ming-liang; e The Time That Remains, de Elia Suleiman. Não foram definidas as datas de estreia. de O povo On-line
MUMBAI (Reuters) - Os criadores do filme "Quem Quer Ser Um Milionário?", que chegaram a ser criticados por não fazerem o suficiente pelos atores-mirins indianos pobres que atuaram no filme, anunciaram na quarta-feira que compraram um apartamento para um dos atores, cuja casa numa favela de Mumbai foi demolida recentemente.
O diretor Danny Boyle e o produtor Christian Colson viajaram para Mumbai depois de imagens de Azharuddin Ismail e Rubina Ali em meio aos escombros de suas casas terem sido difundidas pela mídia no mundo inteiro. Autoridades indianas destruíram as casas porque haviam sido construídas ilegalmente.
Sorrindo e abraçando as crianças, Boyle disse que um apartamento foi comprado para Ismail, 9 anos, que representou o personagem Salim quando
criança. E acrescentou que ele e Colson em breve comprarão uma casa também para Rubina Ali, que encarnou a personagem Latika quando criança.
Boyle, que foi criticado por não fazer o suficiente pelas crianças, que vivem na miséria apesar do sucesso do filme, culpou a mídia por elevar as expectativas das famílias.
"Inevitavelmente, a tensão e pressão é gerada pela mídia", disse, depois de saudar Ali e Ismail com um abraço.
"Eles tiveram acesso a um mundo, um mund
o extraordinário e glamuroso e, compreensivelmente, querem que suas vidas sejam completamente transformadas", disse Boyle.
"As casas são uma preocupação. Essa é uma das razões pelas quais criamos a fundação", afirmou.
Criada por Boyle e Colson, a fundação Jai Ho, cujo nome é o da canção do filme que foi premiada, visa pagar pela educação e os custos de vida básicos de Ismail e Ali até completarem 18 anos.
Boyle, cujo romance sobre um rapaz indiano pobre que compete num game show na televisão recebeu oito Oscar em fevereiro deste ano, disse que está pressionando a fundação para encontrar uma casa para Rubina Ali antes da chegada das monções, prevista para 10 de junho aproximadamente.
Um diretor da fundação disse que o apartamento comprado para Ismail é "confortável e fica num bairro bom, próximo de sua escola" e que custou "mais de 2 milhões de rúpias" (42 mil dólares).
"Estamos tentando acelerar o processo de abrigar as famílias em novas moradias, e uma das razões pelas quais criamos a fundação foi para enfrentar emergências como esta", disse Colson.
No mês passado Boyle e Colson doaram 500 mil libras a uma organização sem fins lucrativos para financiar um programa para crianças numa favela na região central de Mumbai, onde boa parte do filme foi rodada.
Em fevereiro a autoridade habitacional estadual anunciou que daria apartamentos às duas crianças, mas, segundo o pai de Rubina Ali, Rafik Qureshi, as famílias não tiveram mais notícias sobre o assunto.
"As crianças fizeram um trabalho tão bom", disse ele. "Elas não receberam nada. Vejam onde estão vivendo."
Filmado em preto e branco,"Das weisse band" nos transporta a um povoado do norte da Alemanha no ano que precede o início da Primeira Guerra Mundial
O cineasta austríaco Michael Haneke foi premiado neste domingo com a Palma de Ouro do Festival de Cannes por "Das weisse band" (The white ribbon), uma arrepiante pintura da sociedade alemã no início do século XX.
Ao receber o prêmio, o diretor agradeceu aos seus produtores "por terem me deixado fazer o filme com total liberdade, o que é raro".
"A felicidade é algo difícil de definir, mas posso dizer que hoje estou muito feliz", acrescentou.
Filmado em preto e branco, com uma narrativa ascética e um rigor fotográfico que corresponde perfeitamente à aspereza da história contada, "Das weisse band" nos transporta a um povoado do norte da Alemanha no ano que precede o início da Primeira Guerra Mundial.
Na pequena cidade, onde a vida é regida pelos rigorosos princípios morais do puritanismo protestante, autoritarismo e submissão formam o eixo de todas as relações: entre os nobres proprietários de terras e camponeses, entre homens e mulheres, entre pais e filhos.
É verão e época da colheita quando começam a acontecer no povoado uma série de agressões inexplicáveis, cujos autores nunca são descobertos: um cabo estendido quando passava o cavalo do médico local, duas crianças brutalmente espancadas, o incêndio de um celeiro e outros.
O mistério faz surgirem rumores - e, com eles, o medo.
Ao mesmo tempo, o professor do povoado vai percebendo comportamentos estranhos em seus alunos, as crianças da pequena cidade, educadas na reverência e na obediência cega aos pais e submetidas a castigos físicos e a humilhações públicas em reprimenda à mais leve falha, em famílias onde gestos de ternura não existem.
"Das weisse band" poderia também se chamar "O ovo da serpente", como a obra do mestre sueco Ingman Bergman, cuja sombra aparece projetada sobre muitas das cenas do filme.
No entanto, Bergman revisitado pela crueza de Haneke é uma mistura explosiva. A lucidez da pintura dessa sociedade, que anos depois produziria o nazismo, é assustadora.
O diretor austríaco, porém, declarou em Cannes que, apesar da história alemã, não quis que seu filme seja considerado uma obra sobre as origens do nazismo. "O que eu mostro poderia ser transportado para qualquer país", afirmou.
"Além da reconstituição de época, eu quis contar a história de um grupo de crianças que são a construção dos princípios de seus pais. (...) Quando alguém acredita possuir a verdade sobre tudo o que é justo, se torna rapidamente inumano: essa é a raíz de qualquer terrorismo político", estimou o diretor.
Veja a lista dos vencedores:
Palma de Ouro "Das Weisse Band", de Michael Haneke
Grande Prêmio do Júri "Um Prophète", de Jacques Audiard
Prêmio do Júri "Fish Tank", de Andrea Arnold e "Bakjwi", de Park Chan-Wook
Prêmio de roteiro "Spring Fever", de Lou Ye
Prêmio de direção Brillante Mendoza ("Kinatay")
Prêmio de melhor atriz Charlotte Gainsbourg ("Anticristo")
Prêmio de melhor ator Christoph Waltz ("Bastardos Inglórios")
Prêmio Câmera de Ouro, para diretor estreante Warwick Thornton ("Samson and Delilah")
Prêmio especial do júri pelo conjunto da carreira Alan Resnais
O ator espanhol Antonio Banderas fará parte do elenco do próximo filme de Woody Allen, que começará a ser rodado em junho ou julho em Londres. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (26) pelo grupo de comunicação Mediapro. Este será o primeiro trabalho de Banderas com o diretor nova-iorquino.
O elenco do filme já tem nomes confirmados como Josh Brolin, Anthony Hopkins, Freida Pinto e Naomi Watts. Após "Vicky Cristina Barcelona", o Mediapro chegou a um acordo para produzir outros três novos filmes em parceria com Woody Allen. Esta nova produção, rodada em Londres, será a primeira delas.
O diretor Quentin Tarantino enviou um esquadrão de bastardos inglórios matadores de nazistas ao Festival de Cinema de Cannes nesta quarta-feira com o filme "Inglourious Basterds", projetado na mostra de produções que competem pela Palma de Ouro.
"É o poder do cinema que vai derrubar o Terceiro Reich!", disse um empolgado Tarantino, que deu a entrevista coletiva pós-première ao lado de Brad Pitt, uma das estrelas de seu elenco.
O novo trabalho do cultuado diretor, que em 1994 ganhou a Palma de Ouro com "Pulp Fiction", traz todas as características marcantes de seus filmes, como os diálogos precisos, a violência extrema, o humor negro e muitas referências a mestres do cinema.
O filme, um dos 20 em competição pelo principal prêmio de Cannes, tem ainda a trilha sonora assinada pelo astro do rock David Bowie.
No "filme de um monte de caras em uma missão", como "Inglorious Basterds" foi brevemente descrito por seu diretor, Pitt interpreta o tenente Aldo, que lidera um esquadrão de soldados judeus americanos que atravessa a França ocupada pelos nazistas tratando seus inimigos com violência e brutalidade.
Aldo diz a seus homens que cada um deve trazer o escalpo de 100 nazistas, e jura aterrorizar o exército alemão com "os corpos decapitados, desmembrados e desfigurados que formos deixando para trás".
Uma história paralela mostra uma menina judia que decide se vingar depois de testemunhar o assassinato de toda a sua família pelos soldados nazistas.
Hitler, Goebbels e outros membros da liderança do Terceiro Reich aparecem no filme, que culmina com uma conspiração estrangeira para derrubar o regime na estreia de um filme de propaganda nazista em Paris.
"É obviamente ultrajante!", brincou Pitt na entrevista desta quarta-feira.
Setenta por cento do filme é ambientado na França e na Alemanha, mas o diretor, de 46 anos, parecia despreocupado com uma eventual rejeição do público americano aos trechos legendados.
"Não sou um cineasta americano, eu faço filmes para o planeta Terra e Cannes é o lugar que representa isso", disse Tarantino, cuja carreira decolou em 1991 com o filme "Cães de Aluguel".
Tarantino, Pitt e outras estrelas devem comparecer mais tarde nesta quarta-feira à premiére de gala de "Inglorious Basterds".
As primeiras resenhas do filme na imprensa se dividiam.
"Quentin Tarantino volta à cena com este grande triunfo hoje", escreveu o The Times de Londres.
Já o Hollywood Reporter escreveu em sua manchete: "Um filme de guerra surpreendente suave do rei das histórias sangrentas?"
"A história não vai se repetir para Quentin Tarantino," afirmou. "'Inglourious Basterds' apenas dá continuidade à série de decepções da competição deste ano".
O elenco estrelado de Tarantino inclui Mike Myers, Eli Roth, Diane Kruger e o irlandês Michael Fassbender.